яєsisтêиciα

Resistir. É a minha palavra-chave. Não vou apagar o que resta dele na minha vida, porque para mim isso é cobardia ao mesmo tempo que eliminaria momentos que já preenchem certas telas da minha vida. Vou simplesmente esquecer ... Esquecer e ignorar, por mais que doa encará-lo a cada manhã, por mais que doa fingir não o ver, por mais que doa desprezá-lo ... A dor talvez combata a dor. Não sei. Nunca tentei. Mas existe uma primeira vez para tudo.
Pelo menos asseguro-me de que a outra dor, aquela que doi mais, fica calada, muda e fechada a sete chaves enquanto eu luto contra os instintos de me proteger das outras dores.
Errar uma vez é humano. Mas sistematicamente é burrice.
Há páginas de livros que nunca devem ser abertas, outras que nunca se devem ler e ainda aquelas que se devem ignorar. Mas há livros mais perigosos, tentadores e lascivos. Livros que consomem e no final só trazem dor. Livros que estão guardados nas partes mais remotas das bibliotecas, cerrados a sete chaves como se fossem tesouros.
Posso dizer que foste um livro sanguinário, um mistério fácil e de palavras poucas. A tua história chegou ao fim rápido demais, sem dar o prazer caloroso do entusiasmo ou sequer um sorriso sincero. Também não trouxeste um final feliz. Daqueles que todos os romances, mesmo sanguinários, sonham trazer para que possa compensar o vazio das suas palavras.
Foste um livro comprado pela fachada, apenas pelo desenho prometador da capa, mas revelaste-te vazio, mentiroso e egoísta.
A tua história chega ao fim e serei com toda a força que me resta que irei resistir ao encanto vazio das tuas páginas e colocar o ponto final definitivo. Aí irás apenas voltar para prateleira, esquecido e apenas relembrado quando tiver essa prateleira repleta de best-sellers.
Até lá, só basta ter forças e resistir...

MiiaCastro.

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