ραяα sємρяє, αdєυs.

[ a ouvir : Here Without You - 3 Doors Down ]
[ mood : infeliz ]

Faz tempo...
Tão pouco que parece que já foi na vida passada.
Eu sorria, sorrir de verdade. Não a fachada que agora carrego apenas para fingir um "Estou bem!".
Estou infeliz, triste e ainda a sangrar. Cansada destes jogos em que involuntariamente me envolvi. Farta das mentiras e dos jogos duplos por trás das palavras de amizade.
Eu simplesmente cansei-me.
Cansei-me de ser a boneca que todos usam enquanto precisam e que, quando já brincaram demais, atiram para o primeiro canto.
Estou farta dos sentimentos fingidos e dos cochichos nas minhas costas.
Estou farta da cobardia de todos aqueles que me rodeiam, em me dizerem o que for preciso na cara.
Estou farta que gozem.
Cansei de verdade.
As forças para moldar uma imagem do que eu não sou já se esgotaram.
Partiram-se hoje, juntamente com os falsos laços que eu achava verdadeiros.
A partir de agora o Eu que não sente, o Eu indiferente e frio voltou.
A menina que sorria quando estava a ser enganada ficou para trás.
Eu abri os olhos à estranha realidade que de um certo modo infeliz, alguém já me tinha alertado.
Os perigos da confiança traíram-me mais uma vez e eu cansei das facadas.
A cabeça continua levantada e sorriso falso na minha cara. Escondem a vontade de cair de joelhos e chorar até ficar seca. Escondem a repulsa por tudo e o desejo de ficar isolada do Mundo.
Aquilo que eu era, a partir de hoje deixei de ser.
Um até nunca calha bem.
Adeus ao que fui. Olá ao que sou.

MiiaCastro.


α vidα иυм sσρяσ

[ a ouvir : The Phantom Of the Opera - Sara Brightman ft Michael Crawford ]
[ mood : arrependida ; desesperada ; chorosa ]


É muito tarde para pedir perdão ?
Será assim tão tarde para voltar atrás ?
Poderemos mudar um não?
Prolongar um momento fugaz ?
Será assim tão tarde para reparar erros ?
É tarde demais para te abraçar ?
Será tarde demais para dizer 'desculpa' ?
Será assim tão tarde para perdoar ?
Diz-me que tudo não passou de um pesadelo e que não tarda vou acordar !
Diz-me que seguras a minha mão para sempre e que nada vai mudar !
Por favor ...
Não leves a vida num sopro.
Não pelos erros que eu cometi.
Não pelo modo que eu agi.
Não pelas palavras que eu disse.
Perdoa-me.

Desculpa.

MiiaCastro.

qυє fαяiαs тυ ?

[ a ouvir : This Love - Maroon 5 ]
[ mood : ciumenta ; chateada ; arreliada ; pelos cabelos ! ]

Que farias tu ?
Se eu te ignorasse por longas eternidades, te provocasse como me provocas para depois partires ileso?
Que farias tu?
Se eu te provasse que te amava e depois de ti fugisse, se num momento te sorria e noutro te desprezava?
Diz-me, o que farias tu?
Se eu te deixa-se a arder no fogo do ciume, tentando negar a ti próprio como eu nego para mim mesma, aquilo que sinto por ti.
O que farias tu?
Se eu te sorrisse como tu me sorris, para depois me deixares perdida.
Que farias tu?
Se eu te deixasse vaguear por terras proibidas, para depois te resgatar e abandonar outra vez.
Agora diz-me, que farias tu?
Se eu num dia te oferecesse o Céu e noutro o Inferno.
Se te fizesse chorar, rir, amar e odiar.

Talvez não fizesses nada.
Talvez me olhasses e com um sorriso malandro, me dissesses.

" Amanhã recomeçamos. "

MiiaCastro.

тєиs иσçãσ dσ qυαитσ тє αмєi ?

Se há inicio há um fim, mesmo que não queiramos aceitar.
Eu aceito.
Aceito pelas noites em que sonhos desgovernados me preenchem de ti, em que palavras que não quero dizer escapam da minha boca, sorrisos escondidos que consegues arrancar.
Já és tanto, que o meu peito não te suporta.
Se caio, escorrego e sufoco que seja por causa de ti.
Ah se sonhasses, em noite frias e escuras, o anseio pelo teu toque, a vontade de te abraçar.
Não és meu, mas sonhei que o eras.
E continuarei a sonhar.
Certa de que um dia, quando já for tarde demais eu te possa dizer a meio de gargalhadas saudosas e histórias nostálgicas.

" Tens noção do quanto te amei ? "


MiiaCastro

мєlσdiα

. Dó .

Ele olhou nos olhos. O sorriso quente, os olhos risonhos, a expressão feliz… As estrelas de mil cores que pareciam brilhar sempre que abria o sorriso que apenas ela conhecia.

E o som começou…

. Ré .

Primeiro grave...

Depois agudo…

Uma batida...

Depois outra.

E foi subindo, subindo até alcançar o doce sabor de um beijo adormecido.

. Mi .

E o rufar acelerado de um coração que queria mais, que exigia mais. E na separação… a melodia abrandou.

. Fá .

Mas a eterna Filosofia do coração dogmático pediu que fosse mais além. E então o cochichar doce e aconchegado da sua bela canção tocou na sua cabeça, na sua alma, no seu coração.

. Sol .

Sol. Era isso que ele era. O Sol da sua vida e então na breve magia das palavras e na meiguice das carícias, a melodia aqueceu e de novo procurou a poesia que a completava.

. Lá .

Lá, aqui, fosse aonde fosse, acabasse como acabasse, eles seriam sempre a melodia conjunta, o ritmo e a poesia…

. Si .

As notas gemeram e arfaram, gritaram embrenhadas numa só canção que espantava os céus, bradava as águas e movia as montanhas. O êxtase de ser música apoderou-se deles e já não eram melodia e poesia, eram Fogo que queima a vida!

. Dó .

E então veio a paz, o completo, a eternidade numa folha pautada e as mãos que sempre correriam as teclas do “para sempre”. E assim ficaram, juntos, unidos como um só, esperando que o maestro marcasse o Bis, para que pudessem tocar de novo, a Eterna Melodia.

MiiaCastro.

igиσяâиciα

A vida dá-te uma chance de ser feliz
Mas não sabes viver;
Dá-te uma oportunidade de alcançar
Mas não sabes sonhar;
Dá-te uma oportunidade de vencer
Mas não sabes lutar;
Dá-te uma oportunidade de amar
Mas não sabes sentir;
A vida vai e vem
Mas não a queres agarrar;
A vida sofre e chora
Mas não queres sorrir;
A vida grita de solidão
Mas recusas-te a amar;
A vida apaixona-se
Mas recusas-te a tentar;
A vida mostra-te o caminho
Mas recusas-te a avançar;
A vida morre
E deixas-te partir.

MiiaCastro.

diαlєcтσ dє sαυdαdє

Apagas a Luz.
O choro, em silêncio. O sabor a sal.
Fechas os olhos.
O aperto no peito. O soluço contido.
Deixas-te levar.
As memórias invandem-te. Os sorrisos atingem-te e as palavras magoam-te.
Sorris por dentro.
Os olhares cumplices, as madrugadas sonhadas, o toque quente.
Suspiras fundo.
O sabor a mel e fel, o perfume hipnotizante, o toque singular.
Então, abres os olhos.
O Mundo desaparece. O Abismo parece não ter fim.
Por fim, acendes a luz.
A travesseira marcada a sal, o olhar perdido na noite e a Nostalgia marcada a Fogo.

Ainda consegues sentir? É Saudade.

MiiaCastro.

σ Discυяsσ dα ραixãσ

Perdida.
Pois já não encontro o caminho.
Se em cada esquina e cada ruela.
Me reencontro em ti.
Não!
Não choro a armagura da vida.
Mas conto histórias de fé,
Da mera e comum mortal
Do que lembro e do que esqueci.
Não discutas.
Não preciso de argumentos.
Se por horas e momentos,
Me esqueci como voar.
Mas asas roubou-mas um Anjo
Entre suspirados encantos
E palavras de Terra e de Mar.
Beija-me.
Faz-me sentir o Inferno.
Faz-me esquecer o Inverno,
O Outono sem folhas douradas.
Ama-me.
Deixa-me lembrar-te o Fogo
Deixa-me entrar no teu jogo.
Perder a próxima jogada.
Pois em termos de paixão,
Não há nem Sim e nem Não.
E quanto há discussão,
Essa não está acabada.
MiiaCastro.

Sσмbяαs

Escondidas. Entre árvores altas e arbustos densos espreitam.
Em cada esquina, em cada rua, em cada casa, em cada lugar.
Tudo lhes pertence. Tudo lhes diz respeito. Tudo é delas. Nada é dos outros.
Jogam perigoso, arriscam demais. Abafam, assutam e enegrecem.
São noite, tempestade. Luar sem lua e mar sem sal. São por bem, vêm por mal. Ninguém sabe, ninguém sentiu, ninguém viu. Mas eu sou ninguém.
Escondo-me entre elas, vagabunda. Sem-abrigo da Luz ou sem-graça do dia. Sem-paciência no amor e sem-sorte no jogo. Perdida entre olhares de clemência e compaixão que não aceito. Que não aceitamos. Os sorrisos jocosos disfarçados na onda resplandecente do branco cristalino e reluzente. Não sorrimos. Porque simplesmente não queremos sorrir, não amamos porque amar é fachada, não sonhamos porque é para os inuteis.
Encaramos o tempo em cada lugar proibido. Vivemos a paixão em cada dor de desespero e a dor? Essa deixamo-la para aqueles que sonham.
O que somos ?
Somos a tua imagem reflectida na tua própria consciência. O reflexo de ti próprio que recusas olhar e ver. Ou se vês, recusas a aceitar. Somos a parte negra que tens e pintas de falso branco.
Um nome?
Sombras.

MiiaCastro.

яєsisтêиciα

Resistir. É a minha palavra-chave. Não vou apagar o que resta dele na minha vida, porque para mim isso é cobardia ao mesmo tempo que eliminaria momentos que já preenchem certas telas da minha vida. Vou simplesmente esquecer ... Esquecer e ignorar, por mais que doa encará-lo a cada manhã, por mais que doa fingir não o ver, por mais que doa desprezá-lo ... A dor talvez combata a dor. Não sei. Nunca tentei. Mas existe uma primeira vez para tudo.
Pelo menos asseguro-me de que a outra dor, aquela que doi mais, fica calada, muda e fechada a sete chaves enquanto eu luto contra os instintos de me proteger das outras dores.
Errar uma vez é humano. Mas sistematicamente é burrice.
Há páginas de livros que nunca devem ser abertas, outras que nunca se devem ler e ainda aquelas que se devem ignorar. Mas há livros mais perigosos, tentadores e lascivos. Livros que consomem e no final só trazem dor. Livros que estão guardados nas partes mais remotas das bibliotecas, cerrados a sete chaves como se fossem tesouros.
Posso dizer que foste um livro sanguinário, um mistério fácil e de palavras poucas. A tua história chegou ao fim rápido demais, sem dar o prazer caloroso do entusiasmo ou sequer um sorriso sincero. Também não trouxeste um final feliz. Daqueles que todos os romances, mesmo sanguinários, sonham trazer para que possa compensar o vazio das suas palavras.
Foste um livro comprado pela fachada, apenas pelo desenho prometador da capa, mas revelaste-te vazio, mentiroso e egoísta.
A tua história chega ao fim e serei com toda a força que me resta que irei resistir ao encanto vazio das tuas páginas e colocar o ponto final definitivo. Aí irás apenas voltar para prateleira, esquecido e apenas relembrado quando tiver essa prateleira repleta de best-sellers.
Até lá, só basta ter forças e resistir...

MiiaCastro.