. Dó . Ele olhou nos olhos. O sorriso quente, os olhos risonhos, a expressão feliz… As estrelas de mil cores que pareciam brilhar sempre que abria o sorriso que apenas ela conhecia. E o som começou… . Ré . Primeiro grave... Depois agudo… Uma batida... Depois outra. E foi subindo, subindo até alcançar o doce sabor de um beijo adormecido. . Mi . E o rufar acelerado de um coração que queria mais, que exigia mais. E na separação… a melodia abrandou. . Fá . Mas a eterna Filosofia do coração dogmático pediu que fosse mais além. E então o cochichar doce e aconchegado da sua bela canção tocou na sua cabeça, na sua alma, no seu coração. . Sol . Sol. Era isso que ele era. O Sol da sua vida e então na breve magia das palavras e na meiguice das carícias, a melodia aqueceu e de novo procurou a poesia que a completava. . Lá . Lá, aqui, fosse aonde fosse, acabasse como acabasse, eles seriam sempre a melodia conjunta, o ritmo e a poesia… . Si . As notas gemeram e arfaram, gritaram embrenhadas numa só canção que espantava os céus, bradava as águas e movia as montanhas. O êxtase de ser música apoderou-se deles e já não eram melodia e poesia, eram Fogo que queima a vida! . Dó . E então veio a paz, o completo, a eternidade numa folha pautada e as mãos que sempre correriam as teclas do “para sempre”. E assim ficaram, juntos, unidos como um só, esperando que o maestro marcasse o Bis, para que pudessem tocar de novo, a Eterna Melodia. MiiaCastro.
мєlσdiα
- sábado, 11 de julho de 2009
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